Demanda por voos domésticos cresce 28% em 2022

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), divulgou hoje (23), dados do tráfego aéreo de passageiros referentes ao mês de dezembro e do consolidado do ano de 2022. O volume de embarques e desembarques registrados no mercado brasileiro no ano passado é o maior desde o início da crise sanitária, em 2020.

Durante o ano de 2022, a demanda por voos domésticos apresentou crescimento de 28,3% em relação à registrada em 2021, enquanto a oferta teve um aumento de 30% na comparação um ano antes. A taxa de ocupação consolidada do setor doméstico brasileiro foi de 79,4%, queda de 1,2 ponto percentual.

Os voos nacionais movimentaram 82,2 milhões de passageiros, alta de 31,4% na comparação com o mesmo período um ano antes, o que representa 86,5% dos números obtidos em 2019, ano pré-crise sanitária.

Já a procura por voos para o exterior cresceu 197,7% na comparação com 2021. A capacidade no segmento internacional registrou alta de 95,5%, resultando em uma taxa de ocupação de 83,4%, variação positiva de 52,3 pontos percentuais.

No mercado internacional, o país movimentou 15,6 milhões de passageiros, um aumento de 226% em relação ao mesmo período de 2021, o equivalente a 64,7% do volume registrado três anos antes.

Apenas no mês de dezembro, 7,69 milhões de passageiros foram transportados em voos nacionais, redução de 0,9% ante um ano antes. Os voos internacionais registraram alta de 62% em relação ao mesmo período de 2021, totalizando 1,62 milhão de embarques e desembarques.

Entre as principais companhias aéreas do país, a Latam liderou o mercado de aviação comercial do país em 2022, com 36,5% de participação, seguida pela Gol, que possui 33,7%; e a Azul com 29,3% do mercado.

Cargas

A movimentação de cargas no mercado doméstico em 2022 foi de 429,6 mil toneladas, alta de 7,3% em relação a 2021. O setor de cargas internacionais movimentou 988,8 mil toneladas, alta 4,7% na comparação um ano antes.

Em dezembro, as companhias manusearam 40,7 mil toneladas, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo mês de 2021. Já o mercado internacional foi responsável pelo movimento de 78,1 mil toneladas, queda de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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