Força aérea dos EUA planeja investir US$ 35 bilhões no B-21

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF, na sigla em inglês) deverá alocar mais de US$ 73 bilhões (aproximadamente R$ 382 bilhões) no desenvolvimento e aquisição do novo bombardeiro B-21 Raider e do míssil balístico intercontinental LGM-35A Sentinel.

Ambos os projetos são da Northrop Grumman, que deverá receber, até o ano fiscal de 2028, um total de US$ 35 bilhões para o programa B-21 Raider, sendo US$ 10,6 bilhões destinado ao desenvolvimento do avião, e outros US$ 20,8 bilhões para a compra dos aviões. Não existe um número oficial do total de bombardeiros que serão adquiridos, mas a USAF planeja ao menos cem aviões.

Já para os mísseis Sentinel serão destinados US$ 38,5 bilhões incluindo cerca de US$ 15 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e US$ 19 bilhões em aquisições do novo sistema de armas. O objetivo é ter a capacidade operacional dos mísseis até maio de 2029, permitindo manter os Estados Unidos dentro da sua política de dissuasão nuclear.

Além disso, o orçamento anual, para os próximos cinco anos, prevê um aporte de US$ 16,2 bilhões para pesquisa e desenvolvimento de uma nova geração de caças, para substituir a pequena frota de F-22 Raptor. O programa Next Generation Air Dominance-Manned Fighter deverá avançar em um caça de grande capacidade e podendo agregar inteligência artificial, capacidade de voo autônomo. Embora sejam o mais poderoso caça do arsenal norte-americano, os F-22 acumulam mais de 30 anos desde o início de seu desenvolvimento e sofre com o pequeno lote de aeronaves produzidas.

Já para o F-35, o mais avançado caça dos Estados Unidos, a USAF planeja adquirir mais 48 unidades do F-35A até 2028, com investimentos gerais no jato de quinta geração de US$ 31 bilhões no período.

Ainda que tanto o B-21 quanto o futuro caça possam executar missões autônomas, a USAF ainda terá novos recursos para desenvolvimento de drones, o que aumentará as despesas em pesquisa em mais US$ 51,7 milhões aprovados pelo Congresso para este ano para US $ 3,1 bilhões no ano fiscal de 2028. O programa de drones antecipará aportes de US$ 6,4 bilhões para a compra de até 1.000 aeronaves não tripuladas, que têm se mostrado fundamental no cenário de guerra atual.

Já KC-46 Pegasus, que tem enfrentado uma série de contratempos e problemas, seguirá sendo o principal projeto logístico nos próximos anos, com ao menos mais US$ 23,5 bilhões destinado a compra de todos os aviões planejados. Por fim, para os dois VC-25B, os novos Air Force One, serão destinados US$ 1,2 bilhão até 2028, incluindo o recebimento dos aviões, manutenção e operação, além de eventuais atualizações.

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