Acidente aéreo com Deputado foi causado por falha em plano de voo

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticas (Cenipa) divulgou o relatório final do acidente envolvendo um Piper PA-34-220T Seneca V (PR-DMC), em 22 de julho de 2018, em Paula Freitas, no sul do Paraná.

A aeronave havia decolado de Guarapuava (GPB) rumo a União da Vitória (UVI), na divisa com Santa Catarina, com três ocupantes a bordo, e caiu a 31 km do destino. O piloto, o copiloto e o Deputado Estadual Bernardo Ribas Carli Filho morreram no acidente.

O documento apontou que a região de UVI estava sob neblina, impedindo a possibilidade de pouso no visual. Esta condição meteorológica comprometeu a percepção do piloto, mesmo sabendo da situação acerca do ambiente externo, por ter entrado em contato com funcionários do aeroporto antes da decolagem.

“Havia uma prática informal de pilotos usando procedimentos não oficiais de aproximação por instrumentos. É possível que essa cultura informalmente compartilhada tenha favorecido a decisão equivocada do piloto de continuar o voo, sem que as condições exigidas para a operação naquele Aeródromo estivessem reunidas. (…) A avaliação inadequada do contexto comprometeu a identificação e gestão dos riscos envolvidos na operação aérea, a ponto de o voo continuar em condições meteorológicas desfavoráveis”, de acordo com o relatório.

O avião caiu em meio a uma plantação de eucaliptos. O Seneca estava em operação desde 2005 e era operado por uma empresa de produtos químicos, localizada na Região Metropolitana de Curitiba, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

  • Receba as notícias de AERO diretamente das nossas redes sociais 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *