POR FALTA DE PASSAGEIROS, EMPRESA RETIRA CADEIRAS DO AVIÃO

A companhia aérea de baixo custo easyJet está removendo uma fileira inteira de assentos de alguns de seus jatos Airbus A319 devido à falta de comissários de voo. A medida tem um efeito prático perante a legislação europeia, já que, ao reduzir a quantidade de assentos (e a capacidade do avião), também poderá reduzir o número de tripulantes a bordo.

O A319 da aérea britânica pode acomodar 156 passageiros. Isso significa que são seis a mais do que o máximo permitido para voar com apenas três tripulantes de cabine, em vez dos quatro tripulantes atuais. Com isso, uma fileira inteira de assentos será removida dos aviões.

A publicação abaixo, do perfil @SPD_Travels no Twitter, mostra uma aeronave já com a fileira removida.

Segurança

As regras de quantos tripulantes são necessários são estabelecidas pelos fabricantes de aeronaves e reguladores da aviação e podem diferir em todo o mundo. Na Europa, a regra geral é que deve haver um mínimo de um tripulante a bordo para cada 50 assentos instalados na cabine da aeronave. A mesma regra se aplica no Brasil.

Quando a Airbus projetou o A319, a capacidade máxima de assentos estava deliberadamente abaixo do limite para permitir uma operação de três tripulantes, mas a easyJet conseguiu instalar uma fileira extra de assentos em seus aviões, adaptando-os com banheiros especiais que economizam espaço.

Em tempos normais, esses assentos adicionais geram uma receita adicional, mas, como muitas companhias aéreas, a easyJet está lutando para recrutar funcionários suficientes para acompanhar o aumento na demanda de viagens.

Falta de pessoal

Nas últimas semanas, a easyJet foi forçada a cancelar centenas de voos devido à falta de pessoal. A companhia aérea atribuiu a interrupção às altas taxas de doenças dos funcionários, bem como ao processo lento de indução de novos funcionários.

Problemas semelhantes afetaram outras companhias aéreas, incluindo a British Airways, que recorreu ao aluguel de aeronaves e tripulação de outras companhias aéreas para manter suas operações, além de contratos temporários e bases-extra de tripulantes.

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